quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Três anos de Valentina

Há quase três anos, você chegou: de olhos bem abertos. 

Três meses depois, em janeiro de 2011, inventei de mudar para Passa Quatro, onde todo dia era sexta-feira. A gente chegou no final de março e aproveitou bastante o outono e o inverno na Mantiqueira. 

Quando você acordava, antes do dia raiar, chorando e com fome, eu buscava você no berço. A parte "difícil" ficava com sua mãe, que tinha que colocar os seios para fora do pijama, para amamentar. 

Depois, enquanto ela dormia, a gente ficava esperando o sol despontar atrás do Campo do Muro. A gente sempre acordou mais cedo...

Eu esquentava água e fazia café com você no colo. E você tinha seis meses quando começou a tomar café: sem açúcar. 

Seguindo a Frida, você aprendeu a engatinhar na calçada da rua da sua avó - que eu chamava de "Ladeira da Saudade", por sempre ter sabido que aqueles tempos não voltariam. 

Foi lá, Valentina Grossi, e no meu colo, com menos de um aninho, que o barulho do motor de uma motocicleta que seguia pela Tenente Viotti demonstrou, pela primeira vez, seu fascínio precoce por motos.

Voltamos para Brasília em novembro de 2011, infelizmente.

E quanta luta, minha filha, nessa terra árida e contra essa gente de alma vazia que, por vaidade ou maldade, insiste em obstar nosso contato paterno-filial...

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